Identificação de Boletos Fraudados

O Banco Central exige que todos os boletos sejam registrados. Então, todos os boletos – inclusive os fraudulentos – precisam passar pelo processo de registro, pois não é possível realizar o pagamento de um boleto que não passou por esse processo. Com o registro, o boleto é associado a informações como o nome e o CPF ou CNPJ do pagador e beneficiário. Consultar esses dados é a única maneira realmente eficaz de detectar uma fraude por isso é de extrema importância fazer essa conferência do que consta impresso no boleto físico, com os dados que vocês observam no sistema.

Caso não sejam fornecidos os dados do beneficiário ou pagador (em branco), significa que os boletos não têm registro na CIP, portanto, não deve ser pago. Necessário o cliente procurar o banco emissor do boleto para pagamento.  Se beneficiário do boleto e o beneficiário do sistema forem distintos, a chance de fraude é grande e não pode ser recebido.

O que vale é a sempre a informação mostrada na hora do pagamento – e não o que está no documento impresso ou digital.

Confira mais dicas para evitar fraudes com boletos:

Pague direto pelo internet banking ou app:
  • No seu internet banking ou app há uma seção para o Débito Direto Autorizado (DDA). Por meio do DDA, você pode pagar boletos registrados em seu CPF sem nem precisar do código de barra. Essa é a sua maior arma para arma para se defender de boletos falsos. Boletos que não foram registrados em seu CPF não aparecem no DDA, o que evita diversas fraudes.
  • Quando você faz uma compra na internet, a loja deve registrar o boleto em seu CPF e o documento constará diretamente no DDA, sem que você precise usar o número do boleto nem o código de barras: “O DDA é uma reprodução do boleto registrado na base da cobrança. Aqui não tem risco de fraude nenhuma. Na minha opinião, o DDA é um dos instrumentos mais seguros para você pagar o boleto”, avalia Faria, da Febraban.
  • Para usar o DDA, o cliente deve procurar o banco e se cadastrar como “pagador eletrônico” para receber os boletos vinculados ao seu CPF. A não ser que você esteja pagando um boleto que está em nome de outra pessoa, ele deve constar no seu DDA.
  • Com o DDA, você não precisa do boleto que recebe por e-mail ou pelos Correios, e pode pagar diretamente pelo internet banking. Quanto menos você recorrer a papel ou documentos (que podem ser alterados), melhor. Além disso, caso um golpista tente registrar um boleto idêntico a outro em seu CPF, você verá o mesmo boleto duas vezes na tela do DDA – o que vai ajudar a saber que houve uma tentativa de golpe. Pagar boletos pela função de DDA no app bancário ou internet banking pode evitar fraudes e erros no pagamento.
Intermediadores de pagamento:
  • Se o boleto foi gerado por uma intermediadora de pagamentos, o nome do beneficiário pode não aparecer corretamente.
  • Segundo Faria, o Banco Central estabeleceu em 2019 que intermediadoras podem informar o beneficiário final do boleto, permitindo conferir os dados reais do beneficiário em qualquer situação. Porém, não é sempre que a informação será cadastrada pela intermediadora. Se a intermediadora não cadastrar o nome do beneficiário ao emitir o boleto, essa informação não vai aparecer no canal de pagamento para ser conferida. Será mostrado apenas o nome da intermediadora. Essa situação exige cuidado redobrado.
  • Algumas intermediadoras possuem serviços específicos que permitem consultar o nome do beneficiário dos seus boletos. Ou seja: procurar a intermediadora para identificar o beneficiário pode ser uma saída. Especialmente em um primeiro pagamento ou compra, é melhor perguntar à loja ou prestadora de serviço se ela realmente usa a intermediadora que aparece como beneficiária.
  • Se não for possível confirmar o beneficiário do boleto ou a empresa não souber informar o nome da intermediadora que utiliza, desconfie. Não pague o boleto antes de ter certeza, pois o dinheiro pode acabar na conta de um criminoso.
Boletos por e-mail, promoções e descontos:
  • Existem golpes em que os criminosos entram em contato com as vítimas, seja por e-mail ou por mensagens em aplicativos e redes sociais, para oferecer descontos e promoções. Eles então enviam um boleto para fechar o negócio, mas nunca entregam o que foi prometido.
  • É comum que os golpistas se passem por agentes de instituições financeiras para oferecer descontos em dívidas. Antes de prosseguir, entre em contato com a instituição financeira e questione se o suposto representante está realmente autorizado a realizar esse tipo de acordo.
  • Em outra versão da mesma fraude, o golpista oferece produtos por um preço bem abaixo do mercado em sites de comércio na web e envia um boleto após obter os dados de contato da vítima. O produto nunca será entregue após o pagamento.
  • Em qualquer outro caso, inclusive com a aquisição de produtos ou serviços, será mais seguro fechar o negócio por meio de uma intermediadora de pagamento que ofereça serviços de proteção de compra. Não se deve acreditar em “descontos” que surgem de última hora e que servem de pretexto para um pagamento por boleto para um beneficiário diferente.
Confira números e valores:
  • Observe se os números indicados no boleto são reais. Fique atento ao valor indicado no campo valor documento, o número da Agência e o Código do Cedente. Caso esses números estejam alterados, entre em contato com sua prestadora de serviços imediatamente para a verificação. Confira também os três algarismos iniciais pois estes números identificam o banco que emitiu o boleto. Essa identificação segue uma tabela da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
Confira a logomarca do banco e o nome da instituição:
  • Em grande parte dos casos, quando recebemos um boleto não costumamos olhá-lo com atenção. No entanto, muitas vezes os cibe criminosos cometem erros básicos, os quais poderiam ser facilmente identificados através de uma rápida observação.
  • Uma delas costuma ser a incoerência entre a logomarca do boleto e o nome da instituição. Ou seja, a imagem do ícone corresponde a uma empresa, enquanto o nome, CNPJ e razão social informados são de outra.
    Se trata de um engano bem simples, mas que pode evitar a queda em diversas fraudes e pagamento de valores bem altos por engano.
Fique atento ao código de barras:
  • O código de barras é único e representa o código numérico, ou seja, digitar aquela sequência de números equivale a representação gráfica do pagamento envolvido. Código de barras apagados ou com lacunas, devem receber atenção, pois isso é um meio de levá-lo a digitar a combinação que encaminhará o valor pago para uma conta não desejada.
Proteja seus dados:
  • Não forneça seus dados de modo equivocado. Ao entrar em um site, confira a indicação de segurança do seu navegador. Verifique se o site está indicado como seguro, ou seja, que possui Certificado Digital SSL, assegurando que qualquer informação sua trocada com aquele domínio estará protegida. É de extrema importância que você não tenha o costume de fornecer informações confidenciais a sites desconhecidos, faça uso de senhas fáceis ou acesse informações sigilosas em computadores públicos.
Entre em contato com sua prestadora de serviço:
  • Ao contratar algum serviço, certifique-se junto ao prestador sobre as taxas, datas de vencimento e métodos da cobrança. Caso a cobrança chegue por boleto via e-mail, verifique qual o endereço que enviou e se é o utilizado pela sua prestadora.
  • E claro, realize os demais processos de validação do boleto indicados acima para não cair em nenhum golpe virtual.
  • Observe as informações no seu boleto e se atente ao que foi contratado, para que não haja desentendimentos. Em caso de dúvida por cobranças fora do tempo, valores alterados e endereço de envio duvidoso, entre em contato com a sua prestadora de serviço.

Verifique informações do seu boleto